sábado, 31 de dezembro de 2011

Enfim...

Enfim chega a chuva para limpar o sangue que meu coração derramou.
Enfim chega o vento para secar as lágrimas que meus olhos não suportou.
Enfim a lua aparece, para completar o espetáculo...
Mas enfim também passará a chuva, levando todo o sofrimento que eu quis carregar, por não saber amar...

Enfim os olhos cansados se fecharão.
Enfim as borboletas morrerão.
Enfim os rostos esquecidos te lembrarão...
O crepúsculo silencioso...
E enfim, sem pulsação.

Chuva, água limpa.


Por que eu ainda estou aqui vendo a luz da lua?
Por que o brilho do sol me incomoda tanto?
Eu deveria deixar passar... mudar... ou acabar?
Talvez tudo ao mesmo tempo. Só que assim eu estaria apenas respirando.
Mas minha respiração falhante não me deixa sentir o aroma da chuva, que chegou para curar essas feridas...
Eu não consigo vê-la, porque minha visão está embaçada.
Não posso tocá-la pois minhas mãos estão sujas.
Não consigo senti-la, porque meu corpo está ferido...
Não posso ouvi-la, pois me tampam os ouvidos.
Desejo muito, mas água limpa não limpa água suja...