sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

No vento livre do seu arbítrio

Quantos anos você tem?
15, 20, 30 ou tá vivendo de gorjeta?
Sim, porque depois dos 50 é gorjeta.
Neste mundo poluído, conturbado,
Passar dos 50 é fazer 13 pontos...
Quantos anos você tem?
Você tem idade prá saber o que é certo
Ou você só tem idade prá viver o que é errado?
Quantos anos você tem?
Você tem idade prá tomar vergonha
Ou a vergonha se consumiu na sociedade de consumo?
Quantos anos você tem?
Você tem idade pra enfrentar, assumir e realizar
Ou você só tem idade prá entrar na onda?
Você é um rato ou um homem?
Você prefere o queijo ou amor?
Você está na ratoeira da massificação
Ou está no vento livre do seu arbítrio?
Quantos anos você tem?
Você sabe que não existe presente?
Que o "que" desta linha já é passado
E o futuro é o "que" que eu não escrevi?
Quantos anos você tem?
Você sabe que o presente não é deste mundo,
O presente é a eternidade vivida.
Quantos anos você tem?
15, 20, 30 ou está vivendo de gorjeta?
O que é que você já fez?
Atravessou cego na rua?
Deu esmola?
Pô, isso qualquer escoteiro faz!
Quantos anos você tem de GENTE?
Você já despertou como GENTE?
Você já andou como GENTE?
Ou até agora foi um instrumento da repetição?
Você sabe o seu papel no mundo
Ou é um espermatozoide crescido,
Na eterna espera de um óvulo?
Quem é você?
Quantos anos você tem?
(...)

Deus negro - Neimar de Barros

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

(....)
Atreiú puxou-o desesperadamente pelas rédeas, mas o cavalinho afundava-se cada vez mais. Não podia fazer nada para impedi-lo. Finalmente, quando o animal tinha só a cabeça fora da água negra, abraçou-o pelo pescoço.
― Eu seguro você, Artax. -murmurou ele- Não vou deixar você afundar.
                        ― Você não pode fazer mais nada por mim, senhor. Está tudo acabado. Nenhum de nós sabia o que nos esperava aqui. É a tristeza que me torna tão pesado e que me faz afundar. Não é possível evitá-lo.
(...)
A História Sem Fim - Michael Ende

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

...

"Sabe, as máquinas nunca têm peças sobrando. Elas têm o número e o tipo exato de peças que precisam. Então, eu imagino que, se o mundo inteiro é uma grande máquina, eu devo estar aqui por algum motivo. "

A invenção de Hugo Cabret - Brian Selznick

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

❆ 優子さん~



Não há nada neste mundo que pertença só a você.
Todos têm relações com outras pessoas e compartilham algo com elas por meio destas relações.
É por isso que não somos livres. Mas é por isso também que somos incríveis... somos tristes... e somos amados.
Yuuko-san - xxxHolicKei

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pensamentos


As únicas ondas que nós podemos controlar são as dos pensamentos.

E stava um dia muito quente e eu quis me refrescar com sorvete. Então decidi ir à uma sorveteria próxima.
Chegando lá fui atendida por Julia, mulher que passava ondas negativas às pessoas. Às vezes derrubava coisas no chão, esbarrava em outras, tropeçava, era realmente muito atrapalhada. Sempre dizia que não fazia nada certo e que não era boa o suficiente, sempre se desculpando.
Logo pedi meu sabor costumeiro e me sentei. Mas algo naquela mulher me intrigava, algo poderia estar errado. Então decidi ir conversar com Julia. Perguntei como se estava bem e disse que parecia estar atordoada. Ela disse que era verdade, e começou a contar o que estava acontecendo. Claramente percebia-se o quão pessimista era. Decidi ajudá-la e dei um óculos vermelho à ela, e disse que era mágico, que com eles ela poderia tomar as decisões certas e pensaria mais positivo.
Julia começou a usar o óculos que dei, e acreditando que era mágico começou a ser mais feliz, a tomar decisões melhores; Até sua aparência estava melhor, além de ter cortado o cabelo.
Voltei à sorveteria para me refrescar naquela semana tão quente, e logo vi ela, sorridente, radiante. Julia quando me viu veio em minha direção rapidamente me agradecendo, e de curiosidade perguntou onde consegui os óculos, então contei que não eram mágicos e que poderia ter outro por apenas R$ 1,99.


Às vezes achamos que não somos bons o suficiente e desistimos de melhorar sem ao menos tentar, mas às vezes o que precisamos é de um estímulo para ver melhor o mundo.




*Esse texto eu fiz para entregar na aula de Literatura, mas eu até que gostei dele e então resolvi postar aqui, hehe.*

sábado, 31 de dezembro de 2011

Enfim...


Enfim chega a chuva para limpar o sangue que meu coração derramou.
Enfim chega o vento para secar as lágrimas que meus olhos não suportou.
Enfim a lua aparece, para completar o espetáculo...
Mas enfim também passará a chuva, levando todo o sofrimento que eu quis carregar, por não saber amar...

Enfim os olhos cansados se fecharão.
Enfim as borboletas morrerão.
Enfim os rostos esquecidos te lembrarão...
O crepúsculo silencioso...
E enfim, sem pulsação.

Chuva, água limpa.

Por que eu ainda estou aqui vendo a luz da lua?
Por que o brilho do sol me encomoda tanto?
Eu deveria deixar passar... mudar... ou acabar?
Talvez tudo ao mesmo tempo. Só que assim eu estaria apenas respirando.
Mas minha respiração falhante não me deixa sentir o aroma da chuva, que chegou para curar essas feridas...
Eu não consigo vê-la, porque minha visão está embaçada.
Não posso tocá-la pois minhas mãos estão sujas.
Não consigo senti-la, porque meu corpo está ferido...
Não posso ouvi-la, pois me tampam os ouvidos.
Desejo muito, mas àgua limpa não limpa água suja...